Justiça condena três acusados por ataque ao 24º DIP, em Manaus
Principal réu recebeu pena de 30 anos de prisão; outro acusado foi absolvido e o quinto será julgado posteriormente
Três homens denunciados pelo ataque ao 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), ocorrido em junho de 2021, foram condenados durante sessão do Tribunal do Júri realizada nos dias 5 e 6 de outubro, no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus.
O julgamento analisou a Ação Penal nº 0677051-18.2021.8.04.0001. Entre os cinco réus, três foram condenados, um foi absolvido e outro teve o processo separado porque não apresentou justificativa para a ausência na sessão.
Messias de Oliveira Mangabeira recebeu a maior pena: 30 anos de prisão, em regime inicial fechado. Ele foi condenado por organização criminosa majorada, explosão majorada, duas tentativas de homicídio qualificado e dano qualificado.
Após a decisão, a Justiça determinou o início imediato do cumprimento provisório da pena e a expedição de mandado de prisão. Segundo o TJAM, Messias respondia ao processo em liberdade e não compareceu ao fórum.
Outros réus
Marcelo da Silva Nunes foi condenado a cinco anos de detenção, em regime semiaberto, pelos crimes de dano qualificado e organização criminosa majorada.
Sílvio Andrade Costa recebeu pena de seis meses de detenção, em regime aberto, por dano majorado. Charles Lima da Silva, por sua vez, foi absolvido das acusações.
O processo contra Leandro Mikael da Cruz Silva foi desmembrado. Com isso, ele deverá ser submetido a julgamento em outra data.
Ataque ocorreu durante cheia do Rio Negro
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas, o ataque aconteceu por volta das 20h40 do dia 6 de junho de 2021. O prédio do 24º DIP, localizado na avenida Lourenço da Silva Braga, no Centro de Manaus, foi alvo de disparos de arma de fogo e de uma granada lançada contra o totem de identificação da unidade.
Os responsáveis teriam chegado ao local em duas lanchas pelo Rio Negro, aproveitando a forte cheia registrada naquele período. Policiais que protegiam o prédio reagiram, dando início a uma intensa troca de tiros.
A ação deixou danos em portas e vidraças, além de paredes, janelas e forros da delegacia. Conforme a acusação, o ataque teria sido praticado por integrantes de uma organização criminosa com atuação na capital amazonense.
Sessão do Tribunal do Júri
Marcelo da Silva Nunes, Charles Lima da Silva e Sílvio Andrade Costa participaram do julgamento por videoconferência. Durante os debates, o Ministério Público pediu a condenação dos acusados, enquanto as defesas apresentaram argumentos como negativa de autoria, insuficiência de provas e ausência de adesão ao propósito homicida.
A sessão foi presidida pelo juiz Geildson de Souza Lima. Os promotores Fabrício Santos Almeida e Vivaldo Castro de Souza representaram o Ministério Público. As defesas ficaram sob responsabilidade do defensor público Rafael Albuquerque Maia e dos advogados Evandro Sousa Alves, Elzu Sousa Alves e Gerdeson Zuriel de Oliveira Menezes.
Com informações do Tribunal de Justiça do Amazonas.

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